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A INOCULAÇÃO DE SEMENTES DE MILHO COM AZOSPIRILLUM BRASILENSE PODERÁ SUBSTITUIR A ADUBAÇÃO NITROGENADA EM COBERTURA?

Tipo de Trabalho 

Artigo

O milho é um dos cereais com maior volume de produção no mundo e apresenta desafios quanto ao manejo da adubação. Esta cultura é extremamente exigente em termos nutricionais e demanda grandes quantidades de nitrogênio. Na busca por sistemas alternativos ao uso de fertilizantes nitrogenados, que sejam economicamente viáveis, eficientes e promovam segurança ambiental, surge no âmbito da pesquisa o uso de inoculante a base de bactérias do gênero Azospirillum spp. Estas bactérias quando associadas ás plantas de milho são capazes de fixar o nitrogênio atmosférico e estimular a produção de fitormônios promotores de crescimento em plantas, podendo reduzir em até 50% a aplicação de fertilizantes nitrogenados. O presente trabalho tem como objetivo testar a eficiência do produto Azototal®, contendo estirpes Ab-V5 e Ab-V6 da bactéria Azospirillum brasilense no crescimento de plantas em substituição a adubação nitrogenada convencional aplicada à cultura do milho. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, na UFVJM em Diamantina-MG. Utilizou-se o delineamento experimental em blocos ao acaso (DBC) em esquema fatorial 2x6, com quatro repetições, sendo o primeiro fator composto por duas cultivares de milho, Feroz Viptera 3 (Syngenta) e 2 B587 (Dow AgroSciences) e o segundo fator composto por diferentes manejos de adubação nitrogenada de cobertura: controle (sem adubação), 0%, 50%, 75% 100% da dose convencional de ureia + inoculação das sementes e 100% dose de ureia sem inoculação de Azospirillum brasilense. Duas avaliações foram realizadas, aos 37 e 56 dias após a semeadura, as quais as variáveis analisadas foram altura, matéria seca da parte aérea, matérias seca do sistema radicular, número de folhas e clorofila total em plantas.  As avaliações permitiram concluir que a inoculação de sementes das cultivares Feroz Viptera 3 e 2B587 com Azospirillum brasilense podem ocorrer de forma associada à adubação nitrogenada, reduzindo as doses desse fertilizante, em no mínimo 25%, sem comprometer o desenvolvimento da planta.